Sexta-feira, Novembro 15

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Por favor, atualizem seus links e afins.

A Gerência.


Quinta-feira, Novembro 14

Estou virando impopular?

Terça-feira, Novembro 12

YOU FEED THE BEAST I HAVE WITHIN ME

Hi, hi, hi, my little droogs!
Care for a little bit of that same old ultraviolence?

A língua lambendo o sapato, como se fosse
um pirulito de frenesi e desespero rondando
o palco.
Eu fumava escondido, eu bebia com auto-censura,
eu me drogava como se fosse aquele o último dia
de todos os tempos, o desejo de violência como
uma taça de vinho Bordeaux. Eu cuspo a porra do vinho.
Eu toco o meu sexo de forma leve e suspirante e sinto
as asas das minhas pernas descerem a montanha russa,
quiçá para sempre, quiçá por segundinhos de sua atenção.
Eu quero saliva escorrendo pela blusa branca e transparente,
quero brasa de cigarro tocando os meus pulsos, no momento
em que bato as cinzas no cinzeiro cheio de tantos outros
cigarros, cheio de tantas outras dores e mortes rondando a
tela da televisão.

TIME FOR IN-OUT! IN-OUT!

Beethoven e penetração ininterrupta, sexo e violência, violento
corpo que me leva aos umbrais da criação satírica que é a vida
procurando assemelhar-se à arte.

BLISS, BLISS, BLISS AND HEAVEN. YOU CAN RELY ON ME, SIR.
Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo, derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas mini-certezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Vive esperando alguém
Que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade, Senhor Piedade,
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade, Senhor Piedade,
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem


Quero cantar só pras pessoas fracas
Que estão no mundo
E perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade

Domingo, Novembro 10

I'M TOO SEXY
FOR MY SHIRT
TOO SEXY FOR MY SHIRT
TOO SEXY, YEAH...
;)

Sábado, Novembro 9

NOITE MAIS FELIZ
DA MINHA VIDA!!!!

Quinta-feira, Novembro 7

Aqueles nigromantes sempre obstruindo-me a visão.
Não seriam mais que meros nigromantes, eu não
lhes desse assim, tanta importância.

Não seriam tão caros, aqueles parcos minutos de
existência, eu não lhes fizesse tão absolutamente
felizes ou tão assustadoramente miseráveis. Não
seriam, simplesmente, fosse assim a minha vontade.
E eu sugava a vida, como quem cata uma manga
d'árvore e, sem lavá-la, cheia de terra e bichos
execráveis, toma-a inteira na boca e sorri, pois tão
irreal é o momento em que se ingere algum templo
inefável da natureza.
E a natureza sempre se abrindo em forma de sons surdos,
sem tanger a vivência diária e sofrida dos centros urbanos,
sem esmigalhar em ínfimos pedaços o cheiro de terra molhada,
a boca que me olha como um fruto, os gritos de perdão
lançados, sem fatalidade, enquanto irrompe no céu a aurora.

Foi sem fatalidade que eu gritei a ele, e ele jamais me sorriu
de volta, e jamais sorriria, fosse assim, tão límpido e azul.
Fosse imundo como os meus tristes pensamentos de morte,
nunca me permitiria viajar sobre suas aves.
Nunca daria um minuto ou seiscentos e sessenta e seis segundos
de orgasmo puro, indizível e indubitável.

Era lodo, e de lodo e imundície, eu me compunha em meio a desesperos,
sortes em que não acredito, monstros e demônios em que ouso acreditar,
para transformar um pouco mais cabível a minha estada aqui.
Movida pelo medo e pelo absurdo.

É um transbordamento de carência nítida em meus olhos, um tapa contra
a face de meus encantos e juízos, uma varanda em minha casa, que me é
não-raro enganosa: dá-me a falsa liberdade de que, acaso eu voasse dali,
encontraria, enfim, o que me traria ânimo e vontade.
Traria, sim, o perigo.

Quarta-feira, Novembro 6

Não parou de chover torrencialmente desde ontem.
Fiquei chateadona, pois eu não fui à faculdade.
E tinha aula do Carletto. Sabem desde quando eu
não tenho aula do Carletto? Desde a outra semana,
sem ser essa que passou. Estou em crise de
abstinência do Carletto. Agora, só sexta-feira. Que
tristo! :(

White Stripes é muito bom. Preciso de um show do
White Stripes.
To fall in love once and almost completely. To be in
love with the world. Oh, no, these feelings can be so misleading.

I must be fine, 'cause my heart's still beating
These two sides of my brain need to have a meeting
My left brain knows that all love is fleeting


Mas que cousa!!!!!!!!!!!

Terça-feira, Novembro 5

DESSA VEZ É SÉRIO

Quem mora em Niterói e estuda no Rio, ou vice-versa,
sabe do que eu estou falando: um aumento simplesmente
ABSURDO e EXORBITANTE nas passagens dos ônibus
intermunicipais.
Parafraseando o nosso (ainda) presidente boboca Éfe Agá,
assim não pode! assim não dá!.
O meu ônibus, 998, teve um aumento de quarenta
centavos. Sim, eu disse quarenta.
Tá bom, eu sei que houve um reajuste por causa do
combustível, blá blá blá... Mas porra! Isso está caro demais!
Vamos nos reunir numa causa?
Vamos fazer alguma coisa?

Olha o espírito revolucionário berrando...

Segunda-feira, Novembro 4

Coé, caras... Beleza?

Domingo, Novembro 3

Nothing's gonna change my world...

Estou surtando, e tu?



Sábado, Novembro 2

Tonteira.
Fotos estroboscópicas diante dos meus olhos.
Barraquinha de blusas indianas
e nenhuma solução.
Lábios brancos
e olhos exorbitantes
e a futura sensação de dor
pelos próximos quarenta dias.

Sexta-feira, Novembro 1

Perdoar é bom para a saúde

Guardar mágoas faz mal à saúde e perdoar é
um grande bem. Pesquisa da Universidade de
Honolulu, no Hawaii, indicou que desculpar reduz
a pressão sangüínea e diminui os batimentos
cardíacos. O estudo se baseou no livro Perdoar
é humano
, de Everett Worthington, da Universidade
da Virgínia, nos Estados Unidos.
"Durante o teste, encontramos o hormônio cortisol,
responsável pelo estresse, na saliva de pessoas que
disseram ter dificuldade em perdoar"
, diz Worthington.
"Ressentimento pode ser a causa de várias doenças",
conclui.
Mais um dia de trabalho, querido diário, eu ralo
feito otário e ganho menos do que eu valho, mas
necessito do salário, que é bem menos que o
necessário. Hoje, os rodoviários tão em greve por
menores honorários, e eu procuro um que me leve.
Eu tenho horário, não posso chegar atrasado, não
posso ser descontado, se eu falar que foi greve,
meu chefe pode ficar desconfiado. E se o desgraçado
quiser me dar um pé na bunda, eu vou pro olho
da rua e rapidinho ele arruma outro pobre coitado
desempregado, desesperado, é o que mais tem.
Olha o ônibus! Hein? Já vem lotado, gente pra
cacete, vidro quebrado. Foi piquete Motorista
com um porrete do lado, ele furou a greve, porque
também teme ficar desempregado, deixar o filho
desamparado, quem sabe ser despejado do barraco.
E o aluguel lá no morro também já tá puxado. Eu
nem sei se eu tô sendo otário ou esperto, eu tô aqui,
mas também tô torcendo pra greve dar certo.
Eu fico
calado, porque eu também tô preocupado e meu salário até
o fim do mês já tá contado, e o meu moleque tá todo
gripado. Se eu tiver um imprevisto, eu vou ter que comprar
remédio, não sei como é que eu faço, eu não sou médico.
E se precisar, eu vou ter que pedir um vale na batalha,
como um esfomeado pede uma migalha. E o canalha lá pode
até negar, e aí vai ser pior, porque o meu único ganha-pão é
esse meu suor.

Eu tô no meu carro, me olho no espelho, haha, eu acho
hilário, eles acham que eu não trabalho, só porque eu sou
um empresário. Meus funcionários devem achar que eu
sou um porco mercenário, mas eu não sou nenhum miionário.
Pra ser mais claro, eu tô num mato sem cachorro. Se eu corro,
o bicho pega, se eu fico, o bicho come. A quem vou pedir
socorro? Chapolim? Super-Homem? As despesas me consomem,
os lucros são poucos e ainda tenho que pagar meus homens,
zelar pelo meu nome, que sufoco. O governo não ajuda, empréstimo
de banco, nem pensar, sem contar faculdade dos filhos pra pagar,
eles pensam que eu sou marajá! Não dá! Não vai dar, insensível,
você diz, mas é impossível te aumentar, impossível te fazer feliz.
Eu nunca quis ver meus empregados cansados, com fome, mas
o aumento tá negado, e agora some, que eu tô ocupado no telefone.
Eu não sou Raul Peregrini, essas coisas me deprimem, e tal,
mas é que eu tenho que manter a minha fama de mau, durão, afinal,
eu sou patrão, não posso ser sentimental, porque eu não tenho
dinheiro de sobra, talvez tenha que demitir mão-de-obra com
urgência. Eu não consigo dormir, não consigo superar a concorrência.
Não sei se eu vou infartar ou seu eu vou à falência!

Melhor do que dar um peixe a um homem, é
ensiná-lo a pescar.

Então, me ensina onde eu pesco grana, porque
peixe só tem se comprar. Tem que pagar pra dormir,
tem que pagar comer, tem que pagar pra beber, pra
esquecer, e até pra morrer tem que ter, pois vão te
pedir dinheiro pro enterro, dinheiro pro caixão,
dinheiro pro velório, dinheiro pro sermão. Também
é caro parir, pagaram pra entrar, e eu rezo pra
não sair daqui. E eu tenho que me cuidar, porque
o dinheiro mesmo pode interferir no nosso destino,
fazer o sino tocar, influenciar qualquer menino
a nos matar. Você não sabe o que é capaz de fazer
por dinheiro, alguém que não tem nada a perder
e vê TV do mundo inteiro. Mostrar tudo que há
pra se ganhar pra quem está no fundo do poço. O
único caminho é pro alto, nem que seja pra cima
do seu cadáver, moço. Eu vejo isso o tempo inteiro,
eu sou coveiro. Sério? Sem mistério, no cemitério é onde eu
cavo meu pouco dinheiro. Eu sou importante, Deus tá
de prova, a todo instante ele me manda gente, eu sempre
abrindo as covas. Até hoje eu não sei se Ele me perdoou
do dia em que mexi num defunto cheio de dente de ouro.
Dei uma de dentista, deixei o rosto do corpo todo torto,
mas é que eu ganho muito pouco; aliás, eu não tenho nem
onde cair morto.

Eu sou PM, não pense que é fácil, tem que ser malandro
pra viver se arriscando, rondando pra cima e pra baixo na
corda bamba. Posso tombar na próxima curva e minha mulher,
em casa, estraga as unhas com medo de ser viúva. E os meus
nervos também não são de aço, meu caráter, muito menos,
por isso eu sempre faço meus cambalachos. Com o tráfico, eu já
tô mancomunado: quando eu não tou dormindo, eu tou trincado,
ou extorquindo os viciados. Eu fico rindo e o bolso do uniforme fica
inchado, hi hi. Um cafezinho aqui, uma cervejinha ali. Tô ligado!
Ha! Eu sei que eu não presto, meu colega diz: Cê tá exagerando...
Ah, você que é muito honesto! Detesto lição de moral, cê devia fazer
igual e abusar da autoridade. Esse é o único poder que essa droga
de sociedade nos dá o prazer de sentir o gostinho, não tô nem aí
se você quiser bancar o
policial bonzinho, perfeito, mas vou continuar do meu jeito, não sou
super-herói. E pimenta nos olhos dos outros, não dói! Assim como o rato
rói a roupa do rei de Roma, eu vou roendo grana. O poder me corrói,
tá me corrompendo e a soma vai crescendo: manda! Morrer é o que eu
não posso, mas quanto aos negócios, fica frio: enquanto houver crime
no Rio, eu não volto pra casa de bolso vazio.

PRECISO DO PÃO DE CADA DIA, NÃO SOU FILHO DO PADEIRO, ENTÃO PRECISO DO DINHEIRO.

Resto da música Pão de cada dia, do Gabriel, o Pensador.



Quinta-feira, Outubro 31

E eu sou o dinheiro, todos me amam
todos me querem, todos adoram sentir o meu
cheiro. Mas eu não sou democrático, eu sou
ingrato. Quem mais produz riqueza é quem
tem menos na mesa, que chato. Pra quem
me controla, a carne sobra no prato,
enquanto outros não me conhecem
e comem rato. É fato real, rato sem sal,
saiu no jornal, eu sou imundo. Que tal? Eu sou
o grande culpado nesse mundo tão desigual
e gero o preconceito social. Quem me tem, vive
bem, quem não tem, passa mal (será?). Loto,
jogo do bicho, cês sonham comigo o tempo
inteiro. E o capitalismo é que nem Sílvio Santos:
oê! tudo por dinheiro!. É que vocês pensam
pequeno, vocês são bicho muito ingênuo, o que
parece ser o antídoto, pode ser o próprio veneno.
E o que parece essencial, talvez seja supérfluo
e o que cês sonham em encontrar lá longe, tá tão
perto. A felicidade é uma muleta e vocês são todos
mancos, ela não cabe numa maleta, não cabe em
cofres, não cabe em bancos. Qualquer que seja a
profissão que você exerça, não deixe que a sua
fixação por Tio Patinhas lhe suba à cabeça.
Vocês humanos tão cegos, me supervalorizam demais,
cada vez mais, a cada segundo que passa. Deixam seu
mundo em constante ameça, me pondo acima de Deus
e o Diabo. Desse jeito, eu acabo com a sua
raça.

Trecho da música Pão de cada dia, do Gabriel, o Pensador.

Quarta-feira, Outubro 30

"O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente."


A cocaína é a droga. Ou faz-se de droga.
Ou eu finjo que é droga.
Ou eu transpareço não ousar responder.
Ou...

À falta do acalanto entre meus braços,
surjo, olhos coléricos, dor e angústia
em punho.
Que lance mão o aventureiro,
esperando propor-se em guerra.
E o cunho sempre mortífero
que me tem o sangue ainda
passeando pelo corpo,
que cesse.
Cesse enquanto ela não voltar.
Enquanto ela não nos aprouver
com o melhor de seus licores.

Tenho medo do que estou
prestes a perder.


"Se eu for mais veloz que a luz, talvez escape da tristeza..."

Terça-feira, Outubro 29

I need a little piece
of mind to end this up


Eu nem sei como, mas eu sei que é muito necessário.
Eu nem sei o que fazer, mas eu preciso, eu sei.
Nunca doeu tanto precisar de alguma coisa, nunca.
E foda-se, eu sei que é foda, eu sei que não rola, eu sei, eu sei, eu sei...
Só eu sei da dor de ver os meus sonhos despedaçados, a minha vida sendo jogada fora, o meu amor sendo desprezado.
Foda-se, então, eu sei que não dá, eu sei que eu preciso, eu sei que nunca consegui de verdade, mas sei que é necessário, mas não sei se vou conseguir.
Estou absolutamente viciada. Completamente.

YOU ARE THE PERFECT DRUG
THE PERFECT DRUG
THE PERFECT DRUG
AND I WANT YOU
AND I WANT YOU
AND I WANT YOU
THE MORE I GIVE TO YOU
THE MORE I DIE


Então, foda-se. É cocaína. É senti-la entrando pelas narinas e assistir chegar a falsa auto-estima. É a mais perfeita falta de auto-estima, a mais cativante e inenarrável. Eu preciso, eu preciso me livrar também, mas eu preciso e o que fazer com o que eu preciso?

Daqui a pouco, vou subir o morro. Vou comprar mais daqueles papelotes malditos de dez, quinze, vinte, cinqüenta gramas.
Vou me sentar no meu quarto, preparar as carreiras, canudo improvisado de um papel qualquer enrolado a postos, mãos a obra e lá vem...

E eu vou me sentir muito foda de novo. Vou ter aquela melhor sensação do mundo. E eu vou chorar.